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Decisão

Petrobras terá que pagar US$ 639 milhões para a Astra Oil

Brasil Econômico   - Por Laurel Brubaker Calkins/Bloomberg News | Tradução: Marcel Salim/Brasil Econômico
12/03/10 20:18


A estatal brasileira, presidida por José Sergio Gabrielli, ainda poderá apelar da decisão

A estatal brasileira, presidida por José Sergio Gabrielli, ainda poderá apelar da decisão

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Um juiz federal ordenou a Petrobras Americana, filial da estatal brasileira nos EUA, a pagar US$ 639 milhões à Astra Oil Trading NV e sócios em uma disputa por uma refinaria no estado do Texas.

Em um juízo no dia 10 de março, Ewing Werlein, juiz federal do Texas, ratificou a vitória da Astra em um processo de arbitragem.

De acordo com a Astra, a companhia e a Petrobras eram proprietárias de uma refinaria localizada em Pasadena, Texas. Cada uma possuía 50% de participação. Ainda segundo a empresa, a estatal brasileira se comprometeu em adquirir a parte da Astra, mas não efetuou até o momento o pagamento.

A Petrobras "se negou a reconhecer"  as tentativas da Astra de "exercitar seus direitos de opção de venda", afirmou o juiz Werlein durante sentença em Houston. A justiça americana ordenou a Petrobras a quitar US$ 639 milhões, considerando ainda o pagamento de juros.

A refinaria Pasadena Refining System está localizada junto ao canal de embarcaçôes de Houston e possui uma capacidade de 100 mill barris por dia, segundo dados copilados pela Bloomberg News.

A Petrobras concordou em comprar a participação da Astra em fevereiro de 2006 por US$ 370 milhões, disse em entrevista realiza em outubro de 2008 o diretor de operações da Astra, Terry Hammer.

"A Astra certamente gostaria que o cheque estivesse ainda chegando por correio", disse hoje (12) em entrevista Beth Bivans, advogada da Astra.

"Temos a esperança de que esta situação será concluída, embora nossa expectativa é que a Petrobras ainda nos trará más notícias", acrescentou.

A Petrobras América ainda pode apelar da decisão, disse Bivans.

Lilian Laranja, porta-voz da estatal brasileira, disse à Bloomberg News que não possui comentários imediatos sobre o assunto.


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