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Entrevista

Nutricash cresce 30% com benefícios

Carolina Pereira   (cpereira@brasileconomico.com.br)
18/02/11 14:00


“Há oito anos o vale-benefício em papel era 80% do total, hoje é 10% e continua decrescendo ano a ano”, disse Marques

“Há oito anos o vale-benefício em papel era 80% do total, hoje é 10% e continua decrescendo ano a ano”, disse Marques

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A Nutricash, empresa com atuação em gestão de frotas e concessão de benefícios, teve receita 30% maior em 2010.

O crescimento foi resultado da expansão para a Região Sudeste e de 750 novos contratos no Brasil todo, conforme explica Alceu Marques, gerente de desenvolvimento de produtos e inteligência de mercado na Nutricash. Antes, a companhia tinha foco apenas no Nordeste.

Quanto a Nutricash vendeu em benefícios em 2010?

Encerramos o ano passado com faturamento de R$ 640 milhões. Para 2011, esperamos alcançar R$ 1 bilhão. Expandimos a atuação para as regiões Sudeste e Norte e continuamos apostando no cartão para gestão de frotas como carro-chefe da operação, responsável por 60% da receita.

Qual o percentual do valor do benefício líquido que fica com a Nutricash?

As porcentagens oscilam mas variam de 2% a 3%. Quanto maior o volume movimentado, menores são as taxas.

Qual a expectativa com relação ao vale-cultura?

O produto está pronto e, quando aprovado pelo governo, terá impacto positivo no mercado. Acredito que o potencial é de um terço do que representa hoje o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que instituiu a obrigatoriedade do vale-refeição.

O vale-benefício em papel já morreu no Brasil?

Ainda existe, mas decresce ano a ano. Há seis anos 80% dos nossos benefícios eram distribuídos em papel. Hoje, a porcentagem é de 10%, que são vale-refeição e vale-combustível. Ainda são utilizados por diversos órgãos públicos.


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