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Dólar cai a R$1,732, mínima em 4 meses, com Petrobras

Brasil Econômico   - Por Silvio Cascione/Reuters
02/09/10 17:28


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Desempenho Global

A queda do dólar foi acelerada pelo desmonte de operações em torno do nível de R$ 1,75

A queda do dólar foi acelerada pelo desmonte de operações em torno do nível de R$ 1,75

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O dólar estendeu a queda frente ao real pelo 3º dia seguido, fechando na menor cotação em quatro meses com a iminência da capitalização da Petrobras e a ausência da atuação mais firme do governo.

A moeda americana recuou hoje (2) 0,86%, para R$ 1,732. É o menor patamar de fechamento desde 3 de maio.

A definição do valor em petróleo que o governo poderá usar na oferta de ações da Petrobras indicou que a capitalização deve ocorrer como programado, ainda neste mês.

Embora analistas tenham dificuldades em avaliar o montante de dólares que ainda deve ingressar no país para participar da operação , o progresso da oferta confirmou a expectativa do mercado - boa parte já expressa na atual taxa de câmbio - por bilhões de dólares em entradas.

De acordo com Cristiano Oliveira, economista-chefe do Banco Safra de Investimento, a posição vendida dos bancos no dia 27 de agosto era estimada em US$ 13,8 bilhões, a segunda maior já verificada desde 1996.

Na BM&FBovespa, os estrangeiros elevaram as posições vendidas a US$ 10,8 bilhões em cupom cambial (DDI) e dólar futuro.

"O mercado segue na caça da emissão da Petrobras", resumiu Marcelo Oliveira, operador da corretora BGC Liquidez.

A queda do dólar foi acelerada pelo desmonte de operações em torno do nível de R$ 1,75, respeitado ao longo de julho e agosto como um piso informal da moeda diante da intervenção do Banco Central por meio de leilões no mercado à vista.

O banco Nomura, por exemplo, comunicou seus clientes que realizou operações de "stop-loss" para desmontar operações perto dessa cotação.

"A posição técnica do mercado de câmbio trabalhou contra nossa recomendação, já que o mercado ainda espera grandes fluxos no setor de petróleo", comentou Benito Berber, analista do banco.

As apostas no dólar acima de R$ 1,75 se sustentavam, em parte, pela expectativa de que o Banco Central atuaria com mais vigor caso a moeda caísse abaixo desse patamar.

Pelo segundo dia, isso não se confirmou, e o BC realizou somente um leilão tradicional de compra de dólares.

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